Tags

Rabisco minhas relíquias sem esperar mais que uma tentativa de terminar o interminável. Sem despedida, como o abortamento de um feto que a gente carrega no ventre e no coração por alguns meses, ou dois anos. Tempo. As linhas do papel e da vida são demasiado tortas, motivo pelo qual precisei de uma pausa. Porque sangue parado coagula. E sangue coagulado não tem beleza nem poética. Sinto, porém (e ainda bem), que ganhei novo rumo. Inesperado, mas envolvente; cheio de surpresas, como o relicário imenso desse amor, que fez uma conjunção de planetas no pensamento e as portas se abrirem. Se permanecerão abertas, ninguém sabe. O valor de tudo não é estático, tampouco nós o somos. E, mutante, hesitante, mas com vontade, este é um recomeço.

Anúncios